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Os gregos usavam o aspargo selvagem, especialmente para fins medicinais. A planta tinha reputação de curar uma enormidade de males, de problemas cardíacos à dor de dente. E, de certa forma, os males do amor, já que era considerada afrodisíaca.
Não se sabe se por essa razão, ou por outros motivos, o aspargo desapareceu das mesas durante a Idade Média. Por volta do século 16, ele retorna com honras à cozinha européia: o aspargo foi uma das plantas “exóticas” que a princesa italiana Catarina de Médicis levou na bagagem quando viajou para se casar com Henrique 2º, futuro rei da França.
Um século depois, Luís 14, o “Rei Sol” francês, condecorou o seu jardineiro por ele ter descoberto um meio de cultivar o precioso legume o ano todo. Na mesma época, os franceses desenvolveram uma técnica para obter aspargos brancos, que é o utilizado para a fabricação de aspargo em conserva.
Perecível, frágil e extremamente sensível à desidratação, o aspargo é, até hoje, “comida de luxo”. Mesmo nos locais com condições propícias ao cultivo, é um legume caro. No Brasil, mais ainda: as condições não são tão adequadas ao plantio e a produção nacional é bem pequena.
Rico em vitamina C, folato, potássio e manganês, o aspargo, também é fonte de ferro e de carotenóides.